terça-feira, 1 de dezembro de 2009

vaidade feminina

Eu poderia me casar com uma pessoa pela qual eu não fosse muito apaixonada.
Mas, jamais me casaria com uma pessoa que não fosse extremamente apaixonado por mim.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

toma café comigo?

... às vezes é bom nos encontramos só para saber se o que sentimos é imaginado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

conceda-me

eu dançaria uma valsa consigo, este seria meu último pedido.
é tudo.
só pelo ser embalada, só pelo ser levada, só pelo estar no mesmo ritmo, só.... só para eu poder calçar meus sapatos vermelhos novinhos que comprei só para realizar meu último desejo.



e de tanto comer o último biscoito do pacote, ficou sem namorado!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Embarque

Siamo venti minuti in ritardo... que seja doce.
Que seja doce a partida e a chegada. Que seja doce estar suspensa no ar. Que seja doce as 12 horas. Que seja doce quando as portas abrirem.
Que seja doce a minha esperança. Que seja doce os tapinhas nas costas. Que sejam doce os sorrisos e os beijos e as mordidas. Que seja doce o "nossa, como você está linda". Que seja doce a saudade. Que seja doce a minha decepção... das pessoas... de mim... da saudade. Que seja doce a minha brutalidade e violência para com aquilo que quero esquecer e para com aquilo que não quero ver.
Que seja doce a dureza, a turbulência do vôo, o suco de laranja de caixinha que eles servem à hora do jantar. Que seja doce a velocidade desse avião, a neblina e a puta dor de ouvido por causa da pressão do ar na minha cabeça. Que seja doce ver a espera da minha chegada nos outros. Que sejam doce os meus momentos solitários, que não terei nada a fazer, ninguém pra ver. Que seja doce o que eu encontrar. Que seja doce o meu sentimento de culpa pelo que deixei. Que seja doce o meu sono até chegar lá. Que seja doce quando tiver passado duas horas e ainda faltar 10 horas e eu ficar impaciente porque não terá nada a fazer além de esperar e sentir essa dor no pescoço, então, que seja doce o mau-humor que virá e a provável insônia.
Que seja doce a distância, qualquer distância... que sejam doce os dias e as horas e a chuva. Que seja doce o atrasos as desculpas por ter deixado esperar. Que seja doce a música alta, a luz na cara e o alcool no sangue. Que seja doce o jantar na quinta, o almoço na sexta e a cerveja na segunda. Que seja doce o "boa viagem". Que seja doce o seu choro.
Que seja doce o regresso e o deixar tudo prá trás de novo. Que sejam doce as lágrimas, as travessias e as saídas. Que seja doce as escolhas, as despedidas, os reencontros, o ciume, o querer ficar, o querer adiar, o não. Que seja doce aquilo que persiste. Que seja doce o estranhar.
Que seja doce quando eu quiser me agarrar a qualquer coisa tua para não te perder de mim. Que seja doce as noites sem as conversas, sem o som das palavras sendo a trilha sonora do contato das pernas, peles, braços, corpos. Que seja doce o não estar mais dessa forma. Que seja doce a lembrança. Que seja doce a saudade. Que seja doce a vontade. Que seja doce o próximo Vôo.
Che sia dolce i giorni senza di noi.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Menu de hoje

Acho, sinceramente, que "existir" devia ser algo opcional na vida de uma pessoa. Hoje não me apetece existir, e pronto.
Mas, não-existir não é tipo ficar dormindo no quarto, trancado, sozinho. Não é no sentido da reclusão. Não se trata, também, da preguiça eterna de viver, já é outra camada. É no nível da existência mesmo.
Então, hoje não me apetece, nem um pouco.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

nesta pose

Minha perna direita está dobrada como em ovo. A esquerda estendida. Meus braços no chão servem de apoio à minha cabeça. Olhar longe. A imagem que tenho de mim não é a que meu corpo emana, pareço estar com as duas pernas estendidas, numa cama deitada.
A melancolia e o olhar melancólico são recorrentes em mim quando poso. Melancólica. Eu? Minhas pernas não estão no mesmo lugar que meu tronco. Começam a me desenhar pelo rabo, porque é a parte mais preta do meu corpo, começam a me desenhar pelos olhos por causa da expressão dos olhos.
A perna dobrada formiga, dorme. Braços embalam a cabeça, os olhos. Contemplativa.
Me perguntam no que estou pensando. Não sei se tenho pensamentos. Não, chega a ser pensamentos... tenho Sensações que estão no meu CORPO agora; a sensação da partida, de algo que foi embora ou de alguém que partiu. Está atrás dos olhos, na retina, no peito e numa camada superficial da pele. Sensação física do pensamento, ou da lembraça.

sábado, 20 de junho de 2009

de hoje

Tem coisas hoje que nao devem ser ditas, devem ser escritas, guardadas, maturadas, para somente depois serem enviadas a quem quer que seja. Momento das coisas, dos sentimentos, perceber o momento do outro ouvir a gente, momento da gente ouvir no outro o que dizemos.

Hoje alguma coisa muito forte e que tava parada ha alguns anos mudou em mim. nao sei se é uma mudança definitiva. nao sei se vai voltar ao lugar de antes. mas hoje eu pude fechar os olhos e sentir o meu corpo todo concordando, sentir o estomago concordando com o pancreas, concordando com as costela, concordando com o ar que sai e entra, concordando com o que eu sinto. Parece que hoje eu fui o meu estomago.
Senti que é possivel... é possivel eu sentir, e sentir a possibilidade de eu ser o que for de dentro.

agradeço e amo.

domingo, 31 de maio de 2009

Tratado da solidão absoluta.

Lembrei daquela tarde.
Estavam Leo e Max na rodoviária. Povera. Eu cheia de malas.Tanto calor e o telefonema do Julio ainda fresco. O banco de cimento frio.
Lembro de quando o onibus partiu, Leo e Max foram ficando cada vez menores, cada vez mais distantes. Tantas malas. Choro no peito. Certeza de que eu voltaria em breve. Certeza de que eu voltaria àquela mesma estação e estariam Max e Leo me esperando... como se nunca tivessem saído de lá, e nem voltado para seus lares, seus filhos, suas ânsias, como se tivessem perdido a chave do carro ou da casa para sempre.
Eu encostando a cabeça no banco para dormir. Eles ainda estariam lá. Tantas promessas, esperanças... O banco estofado macio.
O que será dessas lembranças quando eu tiver velha e sem memória? Pra onde as lembranças vão quando elas são esquecidas? Tudo isso se perderá no buraco negro do tempo. Como se nunca tivessem existido, como se nunca tivessem acontecido. Tantas certezas.
Acordei em Nice. Conheci um escritor argentino indo à Madri. Leo e Max ainda lá. Leo pondo as malas do ônibus, o olhar do Max ainda fresco. Estariam lá? Até eu acordar na estação de Barcelona. Até o escritor Argentino dormir no banco ao lado ao meu. Eu esperando o próximo ônibus para Madri, Nelson me esperando na estação de Lisboa, Leo e Max em esperando lá, eu, sem testemunhas e esperando um filho.

sábado, 16 de maio de 2009

a caminho

Têm dias que parece que o sangue quer sair das veias, sair pelo poros, pela pele e evaporar no ar em forma de pensamento... sólido.
Têm dias em que eu me pego interpretando a vida minuciosamente, para me salvar... de mim? do mundo?
Têm dias em que eu me torno um enigma prá mim mesma... quase sempre sou devorada.
Têm dias que algumas coisas pesam mais que outras, custam mais... ou ainda, vem à tona para jogar na nossa cara a violência que nunca será esquecida.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

eu reajo

Mudei de casa... ainda nao consegui dormir com a luz do abajur apagada.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

para não esquecer

Passei a semana a recolher caquinhos no chão. Nao os colei, e nao quero cola-los, pois, não saberia que forma lhes dar. Também nao os guardei, porque eu sei que se o fizer eles ficarão lá naquele lugar das coisas a serem esquecidas. Estão na minha mão. Eu os aperto. Enfio no bolso e me jogo no Rio.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Por uma vida mais apática.

existe cansaço emocional? então....

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Para próxima vida....

Eu já tenho a minha lista, e você?

1. Falar alemão (desisto, deixo pra proxima)
2. Tocar piano (é uma pena, mas... talvez eu dê uma ensaiada nesta vida)
3. Nascer sob o signo de áries (claro!), ou sagitário (leão, virgem e capricórnio estão fora de questão, em absoluto).
3.1 Mas, por favor, da próxima vez sem a lua em cancer, e sem a vênus em touro, tá? pode ser tipo lua e vênus em aquário. Ah, marte deixa em áries mesmo que tá ótimo. Ascendente? humm... gosto da combinação Aries-Sagitário ou vice versa. Dá jogo.
4. Nascer herdeira! (Ah, eu mereço, vai)
5. Nascer na suiça ou casar com um suiço (pelo menos a questão "falar alemão" já estaria resolvida, e sem falar nas inúmeras bolsas de estudo que o país oferece, e sem contar que eu poderia nascer loira de olho azul, e sem contar que os suiços são educadissimos, e sem contar que...).
6. Nascer de olhos verdes. (ah, olho azul é muito comum)
7. Nascer com sangue O+ (porque esse negócio de poder doar pra todos e receber só de um é de uma injustiça sem fim)
8. Ter uma profissão, tipo médica, tipo advogada e ser feliz com isso. (oh senhor! Por que permitiste que eu seguisse a profissão de atriz, senhor? por que? minha mãe sempre disse que isso não dava dinheiro e era coisa de gente hippie)
09. Ler "A divina Comédia", assistir "Blade Runner", entender o pós estruturalismo e o funcionamento da bolsa de valores, e da economia de um modo geral, gostar de aspargo. (é uma missão).
10. Continuar carnívora. (Senhor! Rogo-te, senhor, não me deixai cair nessa conversinha vegetariana-vegan-hippie-biologicamente correta... Não permita senhor, que na próxima vida eu passe meus preciosos dias ao sabor de tofu, tofu com soja, tofu com gengibre, tofu com a p...)

domingo, 15 de março de 2009

sobre a primavera

Um dia eu fiz 22 anos.... onde eles foram parar, meu Deus?

Vou fazer 26 anos.... e agora?! o que eu vou fazer com tudo isso?

sexta-feira, 6 de março de 2009

um dia engasgado

Sabe quando você prepara aquela feijoada prá galera? faz até caipirinha, compra a melhor pinga... e daí a "galera" não vem... e daí ficam você e a feijoada perdidos no meio da cozinha, da sala, da casa, do mundo.... com aquela sensação muito parecida de quando você engasga. Daí, você olha para aquele monte de feijão preto e pensa... sente um monte de coisa antes de se levantar da cadeira de plástico branca para começar a tirar os tais feijões da panela, por num tapeware e congelar uma parte... para ir comendo assim, aos poucos.... joga fora uma outra parte ou dá para um mendigo... Assim, aos poucos você vai fazendo escolhas para se livrar daquele monte de coisa que você mesma fez. Até que um dia não haja mais nenhum resto, nenhum vestígio daquele "quase-almoço", ou "quase-janta"...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma idéia para Pessoa

Tenho estado com uma sensação recorrente, a de que não chegarei a entender definitivamente alguma coisa.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Algo sobre o tédio

Eu acho que o apocalipse podia chegar logo... uma chuvinha de sapos, sons das cornetas, os sete selos, o juízo final... algo além da chuva ácida, do buraco da camada de ozônio, das geleiras, dos desertos, da minha mãe, do meu pai, do meu casinho com o... Eta vida besta, meu Deus!

Algo sobre idade

Um dia eu cheguei a fazer 22 anos!!! Meu deus, onde eles foram parar?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

um conto de fada (revisited)

Era uma vez... numa metrópole não muito distante, uma jovem muito bonita. Era véspera de feriado e ela queria sair para dançar. Vestiu sua melhor roupa, passou o melhor perfume a melhor maquiagem, colocou o salto alto se encontrou com os amigos à meia noite, em alguma catraca de algum metrô. Entraram na discoteca, ela bebeu um pouco, olhou um jovem que passou na sua frente e ele olhou para ela. Os dois se olharam, se beijaram, beijaram, conversaram um pouco, ele anotou o telefone dela no seu celular, se despediram, ele não ligou, ela não esperou e viveram felizes para sempre.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

uma perspectiva otimista sobre o amanhã

Não é o futuro que deveria chegar, é o presente que nunca deveria acabar.


Ps: Pensamento vindo ao ver um amigo dançar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma volta

Voltar...
O pior da volta não é descobrir que você não faz diferença alguma, que com ou sem você a vida continuou e às vezes até melhorou, e muito. Mas, sim o medo de perceber que nada daquilo te faz falta, que realmente tu não tens saudades de nada, de ninguém, e daí ter que continuar a viver sem a esperança da saudade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

...

mas, só se consegue definir a negação com afirmações.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Um esclarecimento

O "Deserto de Almas" não tem a mínima intensão de empreender esforços e energia para ser um blog, se um dia vir a sê-lo, eu não mais aqui escreverei.

Já preciso dispender praticamente todo o vigor da minha preciosa e imaculada e não eterna (infelizmente) juventude para cuidar e manter todos os meus "eu's", "super eu's", "mega eu's", "hiper eu's", incluindo os "egos's, super ego's..." e afins. Enfim, encostos.

Agradeço a paciência, e me desculpo por futuros e prováveis e certos incovenientes.